Vícios de linguagem que prejudicam seu conteúdo

Publicado por em 27/04/2015 às 10h58

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O velho ditado já diz: errar é humano. Talvez a característica mais humana de todas. Afinal, que outro animal, além do homem, pode ser dar o luxo de errar? Vícios de linguagem são demonstrações dessa peculiaridade da espécie. Dizem, também, que persistir no erro é burrice. Conscientemente ou não, muitos dos que fazem tal afirmação cometem os mesmos erros, falando aqui em termos de gramática, repetidamente. Esses erros são os chamados vícios de linguagem.

O próximo passo natural do empreendedor após criar um site é começar a produzir conteúdo. E conteúdo de qualidade é, obviamente, o desejado pelos produtores. No entanto, todo o trabalho de pesquisa e reflexão pode descer pelo ralo da desaprovação internética, mesmo que o crítico cometa seus próprios erros em suas redes sociais, por exemplo. O próprio SitePX já falou sobre esses erros no blog. Hoje, porém, o foco é nos vícios de linguagem.

O conteúdo pode ser bárbaro, mas sem Barbarismo

escreverÉ conhecido como Barbarismo o desvio da norma que acontece nos níveis de pronúncia, morfologia, semântica e grafia. Para quem já esqueceu, uma recapitulação de morfologia e semântica: a primeira é o estudo da construção de palavras, enquanto a segunda trata da relação de sentido entre elas. Alguns exemplos, para facilitar:

Desvio de pronúncia – Gra-tu-Í-to. É comum, inclusive, ouvir a palavrar pronunciada dessa forma em propagandas de televisão. Lembre-se, a pronúncia certa é gra-tUi-to.

Desvio de grafia – Certesa, anbulância, viajem (quando substantivo) e muitos outros são erros comuns que consistem, basicamente, na troca de uma letra que possua pronúncia semelhante. A grafia correta, no entanto, seria certeza, ambulância e viagem.

Desvio de morfologia – Entram nessa categoria, por exemplo, verbos mal conjugados ou plurais mal flexionados. Como se ele ir (no lugar de se ele for) e troféis (no lugar de troféus).

Desvios de semântica – Quando é dado a uma palavra o sentido errado, geralmente confundido com o de outra palavra parecida. Exemplos de desvios: tráfico intenso na avenida (tráfego), o réu foi absorvido (absolvido) e Pedro comprimentou João (cumprimentou).

Tenho certeza absoluta de que Pleonasmo é um vício de linguagem

escreverÉ claro que é absoluta, pois, se não fosse, não seria certeza. Este é um clássico exemplo de pleonasmo muito repetido, por sinal, na linguagem oral e, ocasionalmente, escrita. O pleonasmo seria o uso de termos redundantes em uma mesma sentença. Se por um lado exemplos como entrar para dentro, subir para cima e escolha opcional já são bem lembrados, existe alguns casos que passam despercebidos. Como estes a seguir:

Há anos atrás – A principal causa deste erro é o esquecimento de que há é uma conjugação do verbo haver. Se vários anos, logicamente não é no futuro. Dessa forma, o atrás fica redundante.

Encarar de frente – Eis uma expressão pronta para discursos motivacionais. No entanto, se o receptor do discurso não possui olhos na nuca, é impossível encarar de outro ângulo que não seja de frente.

Repetir de novo – A não ser que seja pelo menos a terceira vez que o locutor profere uma sentença, há redundância na expressão de novo. Primeiro o locutor fala, depois repete e, apenas então, é possível repetir de novo.

Além do barbarismo e do pleonasmo, há alguns outros erros dignos de nota. O eco, por exemplo, que seria a rima na prosa pode dar um aspecto infantil ao texto. Por exemplo: causa comoção quando um autor vacilão faz rimas de montão, para esse erro, diga não! Pode até ser que soe bem em poesia, mas em prosa fica terrível. Terrível assim como um cacófato. Imagine a expressão vou-me já saindo da boca dela. Fica feio, não é?

Saiba que, pela legislação brasileira, o desconhecimento não justifica o crime. Dessa forma, não dá para se defender de acusações dizendo que não sabe de nada. A desculpa de licença poética também pode não valer. É preciso uma excelente construção para que a licença poética não pareça apenas uma justificativa sem vergonha para o erro.

Não deixe, no entanto, que a possibilidade de errar o impeça de produzir. Revisões e novas leituras provavelmente possibilitarão que o próprio autor ou pessoas próximas identifiquem esses erros. Caso, ainda assim, alguns erros passem despercebidos, cabe uma justificativa apresentada no primeiro parágrafo deste texto: errar é humano.

Caso queira mais dicas para evitar erros, continue acompanhando do blog do SitePX e saiba como criar um site de sucesso!

Categoria: Conteúdo, Primeiros passos
Tags: conteúdo, dicas, erros, língua portuguesa, SitePX

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